A operação de máquinas industriais como as calandras é o coração de muitas empresas metalúrgicas. Estes equipamentos transformam matéria-prima em produtos e impulsionam a produtividade.
No entanto, a eficiência nunca pode vir desacompanhada da segurança. Proteger a integridade física dos operadores não é apenas uma obrigação legal, mas um pilar de uma gestão responsável e produtiva.
Um ambiente de trabalho seguro evita acidentes, reduz afastamentos e melhora o moral da equipe. Além disso, demonstra o compromisso da empresa com o seu bem mais valioso: as pessoas.
Investir em conhecimento sobre normas e boas práticas é tão importante quanto investir no equipamento em si. Neste artigo, abordaremos os pontos principais para garantir uma operação de calandragem segura e eficiente.
A importância da NR-12 na operação de calandras
A Norma Regulamentadora n. 12 (NR-12) é a principal diretriz sobre Segurança no Trabalho em Máquinas e Equipamentos. Ela estabelece as medidas de proteção obrigatórias para garantir a saúde e a integridade dos profissionais.
Seu objetivo é prevenir acidentes e doenças do trabalho na utilização de maquinário. A adequação à NR-12 é compulsória e indispensável para qualquer indústria que utilize calandras.
A norma abrange desde a fase de projeto até o descarte da máquina, detalhando requisitos para sistemas de segurança, dispositivos de partida e parada, e proteções físicas.
Ignorar a NR-12 expõe os trabalhadores a riscos graves. Além disso, pode resultar em multas pesadas, interdições e processos judiciais para a empresa.
Portanto, conhecer e aplicar os princípios da NR-12 é o primeiro e mais importante passo. É a base para a construção de um ambiente de trabalho verdadeiramente seguro.
Principais riscos na operação e como mitigá-los
A operação de uma calandra envolve riscos específicos que precisam ser gerenciados. O principal deles é o ponto de prensa entre os rolos, que pode causar esmagamentos e amputações.
Para mitigar este risco, as calandras devem possuir proteções fixas ou móveis que impeçam o acesso à zona de perigo. Sensores de segurança e cortinas de luz são soluções eficazes.
Outro risco é o aprisionamento de roupas, luvas ou cabelos nos eixos giratórios. A orientação é clara: operadores devem usar vestimentas justas ao corpo e prender os cabelos.
Há também os riscos elétricos, relacionados à instalação e manutenção do motor. Apenas profissionais qualificados devem realizar intervenções no painel elétrico da máquina.
A projeção de partículas de metal durante o processo também é uma preocupação. A utilização correta dos Equipamentos de Proteção Individual (EPIs) é essencial para evitar acidentes oculares.
EPIs essenciais: a primeira linha de defesa do operador
Os EPIs são indispensáveis na operação de calandras. Eles são a última barreira de proteção entre o operador e um possível acidente.
O uso de óculos de segurança é obrigatório. Eles protegem os olhos contra fagulhas e fragmentos de metal que podem ser projetados durante a curvatura.
Os protetores auriculares também são recomendados. O ruído contínuo do motor e do metal pode causar danos auditivos a longo prazo.
As botas de segurança com biqueira de aço protegem os pés contra a queda de peças pesadas. Já as luvas de proteção adequadas evitam cortes e queimaduras ao manusear as chapas.
É responsabilidade da empresa fornecer todos os EPIs necessários. Também é seu dever fiscalizar e garantir que a equipe os utilize corretamente durante toda a jornada de trabalho.
Treinamento e capacitação da equipe: um investimento vital
Nenhuma medida de segurança é eficaz se a equipe não for devidamente treinada. A capacitação dos operadores é um investimento que salva vidas e otimiza a produção.
O treinamento deve abordar todos os aspectos da operação segura da calandra, o que inclui os procedimentos corretos de ligar, operar e desligar a máquina.
Os operadores devem ser instruídos sobre todos os dispositivos de segurança existentes. Eles precisam saber como funcionam e como acionar as paradas de emergência em caso de necessidade.
É preciso, ainda, que a equipe conheça os limites do equipamento. Eles não devem tentar curvar materiais com espessura ou dureza acima da capacidade da máquina.
Um operador bem treinado é um profissional mais confiante, eficiente e, acima de tudo, seguro. Ele se torna um agente ativo na prevenção de acidentes no chão de fábrica.
A manutenção preventiva como ferramenta de segurança
A segurança também depende das boas condições do equipamento. Uma máquina com falhas ou com componentes desgastados é um risco iminente.
Por isso, a manutenção preventiva é uma ferramenta de segurança básica. Seguir um checklist de verificações diárias, semanais e mensais garante a confiabilidade da calandra. Saiba como usar sua calandra da forma mais eficiente possível!
As inspeções regulares permitem identificar problemas como parafusos soltos, vazamentos ou falhas nos sistemas de segurança. A correção desses problemas antes que causem um acidente é fundamental.
Não se esqueça: a manutenção deve ser realizada apenas com a máquina desligada e devidamente bloqueada, a fim de evitar partidas acidentais que possam causar acidentes graves.
Cuidar da máquina é cuidar da equipe. Na Casa da Calandra, incentivamos essa cultura, pois sabemos que um equipamento bem mantido é um equipamento seguro. Entre em contato e saiba como podemos ajudar você!