Trabalhar com calandras exige muito mais do que conhecimento técnico. Por se tratar de um equipamento de grande porte, com força capaz de moldar metais, o uso destas máquinas também envolve riscos significativos quando as normas de segurança não são seguidas.
Infelizmente, acidentes envolvendo calandras são mais comuns do que se imagina. Pressões mal ajustadas, falta de EPIs e manutenção inadequada são apenas alguns dos fatores que podem colocar em risco a integridade física do operador e de todos no entorno da máquina.
Neste artigo, você vai conhecer dicas básicas para garantir a segurança em calandras. Proteger-se no trabalho não é apenas uma obrigação legal, mas uma atitude de respeito à vida e à produtividade. Confira abaixo e boa leitura!
Conheça os principais riscos do uso de calandras
O primeiro passo para garantir a segurança em calandras é conhecer os riscos envolvidos. Por serem equipamentos com cilindros rotativos e força de compressão, as calandras representam perigo de prensagem de mãos, dedos e outras partes do corpo.
Outro risco recorrente é o contato com superfícies aquecidas. Algumas calandras trabalham com temperatura elevada para facilitar a conformação do metal, o que pode causar queimaduras graves se o operador não estiver adequadamente protegido.
Também há o risco elétrico. Alguns acidentes acontecem por falhas na parte elétrica, como fios desencapados ou curtos-circuitos. Garantir o aterramento e a manutenção elétrica é indispensável para evitar choques.
Por fim, o não cumprimento de normas de bloqueio e etiquetagem durante manutenções pode resultar em ativação inesperada da máquina, expondo o operador a sérios perigos. Lembre-se de que reconhecer esses riscos é o primeiro passo para combatê-los com eficiência.
Boas práticas de segurança para operadores
A segurança em calandras depende de práticas bem estabelecidas e executadas com disciplina. A primeira delas é a capacitação do operador. Todo profissional que opera calandras deve passar por treinamentos teóricos e práticos sobre o funcionamento da máquina e os riscos envolvidos.
Antes de iniciar qualquer processo, é preciso fazer a inspeção do equipamento. Verificar se não há folgas nos rolos, se as proteções estão devidamente posicionadas e se os dispositivos de parada de emergência estão funcionais.
Durante a operação, não se deve, em nenhuma hipótese, colocar as mãos ou outras partes do corpo entre os cilindros. Caso seja necessário realizar ajustes, a máquina deve ser completamente desligada.
Manter a concentração durante o uso de calandras é outro fator importante. Por isso, deve-se evitar distrações, conversas paralelas ou o uso de celulares durante o trabalho. A atenção constante é uma das maiores aliadas da prevenção.
Uso correto de EPIs e EPCs
Os Equipamentos de Proteção Individual (EPIs) são obrigatórios para operadores de calandras, e eles incluem luvas anticorte, óculos de proteção, protetores auriculares e vestimenta adequada para evitar o contato direto com superfícies aquecidas ou com partes em movimento.
O calçado deve ser fechado, antiderrapante e com biqueira de aço. Essa é uma exigência comum em ambientes industriais para proteger os pés contra impactos ou queda de materiais pesados.
Já os Equipamentos de Proteção Coletiva (EPCs) também têm papel vital. Barreiras físicas, botoeiras de emergência, sensores de presença e sistemas de enclausuramento são alguns exemplos que ajudam a impedir acessos indevidos às partes perigosas da máquina.
O uso adequado de EPIs e EPCs deve ser fiscalizado diariamente pelos supervisores. Empresas que investem em proteção demonstram responsabilidade e reduzem drasticamente os riscos ocupacionais.
Manutenção preventiva e segurança operacional
Outro pilar essencial da segurança em calandras é a manutenção preventiva. Equipamentos bem conservados oferecem menor risco de falhas inesperadas durante a operação. A rotina de revisão deve incluir ajustes de componentes, lubrificação, testes de sensores e limpeza geral.
Qualquer manutenção deve ser feita com a calandra desligada e, preferencialmente, com os dispositivos de bloqueio/etiquetagem (LOTO) ativados. Essa é a forma mais segura de impedir acionamentos acidentais.
Registre todas as manutenções realizadas em relatórios específicos. Isso ajuda a identificar padrões de desgaste e a antecipar falhas, aumentando a vida útil da máquina e protegendo os operadores.
Outro ponto importante é nunca improvisar soluções. Em caso de falhas ou ruídos estranhos, pare o equipamento e acione a equipe de manutenção especializada. O improviso é um dos maiores inimigos da segurança no uso de calandras.
Trabalhe com profissionais qualificados!
Trabalhar com calandras requer foco, preparo e, acima de tudo, compromisso com a segurança. As boas práticas aqui descritas podem evitar acidentes e preservar vidas, ao mesmo tempo em que garantem uma produção mais estável e eficiente.
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